DIVULGAÇÃO DA ETAPA DE VACINAÇÃO DE NOVEMBRO DE 2014 FEBRE AFTOSA

foto vacina aftosa

A partir do dia primeiro de novembro, a Secretária de Agricultura, Pecuária e Agronegócio dará início a 2ª etapa de vacinação contra a febre aftosa no Estado do Rio grande do Sul de 2014. Nesta campanha, deverão ser imunizados 5 milhões de bovinos e búfalos com idade de até 24 meses.

Nesta etapa, o Departamento de Defesa Agropecuária da SEAPA disponibilizará a doação de aproximadamente 2,2 milhões de doses de vacinas contra a febre aftosa aos produtores inscritos no Programa Nacional de apoio à Agricultura Familiar (PRONAF) ou no Programa Estadual de Desenvolvimento da Pecuária de Corte Familiar (PECFAM) que possuírem rebanho de até 100 bovinos e/ou búfalos por núcleo familiar. Não terão direito ao benefício os produtores rurais que não tenham realizado a comprovação da vacinação em campanhas anteriores ou que não tenham pago multas aplicadas previamente.

Durante este período, os proprietários que não tiverem direito as vacinas doadas pelo Estado deverão comprar as doses necessárias para vacinação do seu rebanho e apresentar a Nota Fiscal nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária da SEAPA/RS, especificando a quantidade de animais vacinados, por categoria. O prazo máximo para apresentação da mesma é de 05 dias úteis após o término da campanha, caso contrário, serão autuados conforme determinação do Decreto Estadual n° 50.072/13 e terão sua propriedade interditada até que regularizem a vacinação.

A conscientização de todos quanto à importância da imunização dos bovídeos contra esta doença é fundamental para evitarmos a introdução do vírus na febre aftosa no Estado. Entre os anos de 2000 e 2001, foram registrados 52 focos confirmados de febre aftosa, em diversos municípios do Rio Grande do Sul. Entre as conseqüências diretas podemos citar o sacrifício de mais de 26 mil animais e o gasto de aproximadamente R$ 11 milhões em ações sanitárias para a contenção da doença, além das perdas econômicas geradas pelo impedimento da venda de produtos de origem animal e vegetal.

1 – O que é febre aftosa?

A febre aftosa é uma doença grave, altamente contagiosa, responsável por grandes prejuízos econômicos e sociais. Afeta principalmente bovinos e búfalos de todas as idades, mas pode infectar outros animais de casco bipartido, como suínos, ovinos e caprinos.

2 – Quais são os principais sintomas desta doença?

Os principais sinais clínicos são: salivação em excesso e claudicação (manqueira). Ocorrem aftas na língua e na boca, feridas nos cascos e tetas, febre alta e perda de apetite.

3- Quais os principais impactos relacionados à ocorrência da doença?

Ocorrem prejuízos diretos ao setor agropecuário, em virtude da queda na produção, e indiretos, relacionados ao impedimento da comercialização dos produtos de origem animal e vegetal, devido aos embargos econômicos impostos por países importadores. Também onera custos públicos e privados, em decorrência dos investimentos necessários para seu controle, erradicação e prevenção.
Além disso, há prejuízos sociais decorrentes de alterações na rotina da comunidade, repercussões no estado psicológico dos envolvidos e da perda de renda familiar devido ao sacrifício dos rebanhos afetados.

4- Quando foi registrada a última ocorrência de febre aftosa no Rio Grande do Sul e quais foram as principais consequências?

Entre os anos de 2000 e 2001, foram registrados 52 focos confirmados de febre aftosa em diversos municípios do Estado. Entre as conseqüências diretas podemos citar a morte e o sacrifício mais de 26 mil animais e um gasto aproximado de R$ 11 milhões em ações sanitárias para a contenção da doença, além das perdas econômicas geradas pelo impedimento da venda de produtos de origem animal e vegetal do Estado.

5- Quando ocorrem as etapas de vacinação contra a febre aftosa?

Durante o período de 01 a 31 de maio ocorre a 1ª etapa de vacinação, onde devem ser imunizados os bovinos e búfalos de todas as idades. Entre 01 e 30 de novembro ocorre a 2ª etapa, onde devem ser imunizados os bovinos e búfalos com idade de até 24 meses.
É importante destacar que o processo de vacinação, para ser completo, além da aquisição e aplicação da vacina no rebanho, o produtor deve comprovar a execução da mesma, através da apresentação da nota fiscal da compra e declaração do dia da vacinação, bem como a quantidade de animais imunizados, por categoria, nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária da SEAPA/RS. A comprovação deve ser executada durante as etapas, ou em até 05 dias úteis após o término oficial da etapa.

6 – Durante as etapas de vacinação, quais produtores rurais têm direito as vacinas gratuitas?

Podem ser doadas vacinas contra a febre aftosa, dentro das etapas, aos proprietários enquadrados nos critérios do Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar (PRONAF) ou no Programa Estadual de Desenvolvimento da Pecuária de Corte Familiar (PECFAM), com até 100 (cem) bovinos e/ou búfalos no rebanho, por núcleo familiar. Não terão direito ao benefício, os produtores rurais que não realizaram a comprovação da vacinação em campanhas anteriores ou que não quitaram alguma infração previamente aplicada;

7 – Quais são os cuidados que o produtor deve ter na aplicação da vacina?

A vacina deve ser sempre mantida à temperatura de 02 a 08ºC (NÃO CONGELAR). Em função disto, é fundamental que os frascos permaneçam na geladeira e, quando o produtor for transportá-las ao local de vacinação dos animais, coloque-as em uma caixa de isopor com gelo, preferindo os horários do dia com temperaturas mais amenas para a aplicação (início da manhã ou fim da tarde).
As pistolas e agulhas devem ser corretamente higienizadas, em água fervente durante 20 minutos, antes e após o uso, para evitar reações inflamatórias no local da aplicação. As agulhas indicadas são as de calibre 20×20 ou 20×18 e as mesmas não devem estar enferrujadas, tortas, com ponta romba ou com outros defeitos. A troca deve ser feita a cada 10 animais, deixando-as em um recipiente com água fervendo e retirando-as conforme a necessidade do uso.
Recomenda-se, também, que a aplicação seja realizada com o animal devidamente contido, em tronco apropriado, evitando aplicações incorretas ou acidentes.
O volume a ser aplicado, por animal, independente da idade e tamanho, é 05 ml.
O local mais indicado é a tábua do pescoço, por via subcutânea ou intramuscular.
O prazo para aplicação do produto, após a sua aquisição, é de 05 dias, para evitar perda de eficácia devido à falta de luz ou avarias no refrigerador.

8 – Quais as reações mais frequentes em função da vacinação?

É comum a formação de caroço em bovinos, no local da aplicação da vacina, devido à reação imunológica do animal, que tende a diminuir com o passar do tempo. A intensidade, porém, está relacionada com fatores individuais de hipersensibilidade de cada animal. No entanto, problemas mais graves podem ocorrer se as condições de higiene durante as aplicações forem inadequadas. A utilização de material sujo ou contaminado provoca infecções por bactérias, levando ao surgimento de abcessos. Atraídas pelo machucado, moscas depositam suas larvas provocando a formação de miíases (“bicheira”).

9 – Quais são as penalidades que os proprietários estão sujeitos caso não comprovem a execução da vacinação dos seus animais?

Os produtores rurais que não comprovarem a imunização do seu rebanho, nos períodos estabelecidos pela SEAPA/RS, ficam impedidos de transitar com seus bovídeos até que regularizem a vacinação, além de serem penalizados com autuação, conforme estabelecido na Lei Estadual n° 13467/10 e no seu regulamento, o Decreto Estadual n° 50.072/13.

10 – Como o produtor rural pode contribuir ainda mais para evitar que a doença volte a ocorrer?

A conscientização de que todos possuem envolvimento na prevenção da doença é fundamental. Além da vacinação dos animais, nos períodos estabelecidos pela SEAPA/RS, algumas medidas também são importantíssimas, como:

Informar imediatamente a Inspetoria de Defesa Agropecuária de seu município quando observar qualquer animal com sintoma parecido com febre aftosa;
Manter atualizado o cadastro de todos os animais existentes na sua propriedade, na Inspetoria de Defesa Agropecuária de seu município;
Transitar com animais somente acompanhados da Guia de Trânsito Animal (GTA) e exigir este documento no momento da aquisição dos animais, pois ele garante a sanidade do rebanho de origem;

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