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Estudantes integrados em iniciativa tecnológica
Universitários de Lajeado, Marques de Souza, Teutônia, Arroio do Meio, Imigrante, Anta Gorda, Encantado, Relvado, Ilópolis, Roca Sales e Vespasiano Corrêa, que freqüentam o curso de Tecnologia em Agroindústria, do pólo da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) de Encantado, desenvolvem um projeto que deverá incrementar a sustentabilidade do setor primário na região. Ele consiste na transformação de dejetos animais em composto orgânico que

deve beneficiar, inicialmente, oito famílias de agricultores de Linha Azevedo, no interior de Encantado.

Segundo a coordenadora e professora do curso, Eliane Kolchinsky, o trabalho envolverá camas de aviários e dejetos suínos, gerando renda e, principalmente, preservação ambiental. "Essa comunidade tem uma significativa produção de resíduos, o que facilitará a produção do composto orgânico. Montaremos toda uma estrutura na localidade e, ao final do projeto, pretendemos elaborar um material passível de comercialização, que gere trabalho e renda aos agricultores envolvidos", salienta.

Expansão

Como a avicultura e a suinocultura são expressivas no Vale do Taquari, o pólo da Uergs de Encantado estuda a hipótese de difundir o projeto para outras comunidades. "Como estamos em uma região potencialmente rica na criação de aves e suínos, aliada à questão da problemática ambiental cada vez mais séria, o projeto pode ser copiado ou transferido dentro das particularidades de outros locais", complementa a coordenadora.

Qualidade de vida

A professora e doutora em Biologia, Elaine Biondo, considera o projeto importante por tratar da questão dos dejetos e da sustentabilidade ambiental. "Ao mesmo tempo, a proposta envolve pessoas da comunidade, agricultores de baixa renda que, assim, terão como ganhar mais e melhorar sua qualidade de vida contribuindo com a preservação do meio ambiente", relata. "O projeto é muito importante por se assemelhar ao perfil da Uergs, que é transformar as problemáticas da região em desenvolvimento", acrescenta.

Expointer

Em trabalho conjunto, professoras e 35 alunos expuseram duas maquetes do projeto durante a 31ª Expointer, em Esteio. "Além de darmos visibilidade à importância do trabalho, participar da feira nos possibilitou relacionar alguns conteúdos do curso com a prática, como conferir a mostra das agroindústrias e visitar os estandes da Emater/RS-Ascar e de outras instituições", afirma a universitária de Marques de Souza, Daniele Carolina Closs.

Saiba mais

Com duração mínima de três anos e meio e máxima de cinco, o curso de Tecnologia em Agroindústria forma profissionais qualificados para atuar nos diversos segmentos da cadeia agroindustrial, habilitando-os a exercer atividades de gestão, planejamento, supervisão, direção e execução voltadas para a produção animal e vegetal. Também contempla o beneficiamento e controle de matérias-primas agroindustriais e a qualidade e segurança dos processos agroindustriais. São 2.475 horas-aula mais 300 horas de estágio supervisionado.


Fonte/Foto: Informativo

 
 
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